O que é hobbie para muita gente, na verdade pode servir como tratamento para vários problemas psicológicos
que podem surgir em uma rotina tão acelerada como a da maioria das
pessoas em nossa sociedade atual. Escutar música pode ser um fator
decisivo para melhorar o humor e diminuir o estresse que atinge praticamente todo mundo. Adicionar este ótimo hábito em sua rotina pode melhorar muito sua qualidade de vida.
Estudos científicos concluíram que escutar as batidas musicais altera a velocidade de nossas ondas cerebrais, criando atividade cerebral muito semelhante à de pessoas que estão meditando. Dessa forma, ouvir sua música favorita pode ter efeito terapêutico, ajudando a combater problemas físicos como dores de cabeça e enxaquecas.
Para as mulheres que sofrem com os efeitos da tensão pré-menstrual, a popular TPM, a música pode ajudar a diminuir as possíveis irritações normais neste período. Da mesma forma, a música contribui para melhorar o humor de quem a escuta com frequência.
Os pacientes do estudo relataram sentimentos como "alegria" sendo resultantes de alguns minutos sob o som de alguma batida que são de seu agrado. Sendo assim, quem sofre com depressão pode achar alívio
em suas músicas preferidas, mesmo que haja relatos que estilos como
heavy metal e techno tenham sido considerados os que mais prejudicam o
humor - isso depende da preferência de cada um.
Além disso, a música pode contribuir para que haja o aumento do desempenho das tarefas cognitivas, como pensamento lógico e rapidez de raciocínio. Alguns estudos apontam que isso apenas acontece quando as músicas são do gosto da pessoa, alterando positivamente o estado emocional da mesma.
Alguns cientistas recomendam escutar músicas para momentos de estudo ou no desempenho de tarefas no trabalho, por melhorar a concentração.
Por ter efeitos positivos no humor, reduzindo ansiedade e estresse,
escutar música deve ser praticamente obrigatório para quem mora em
grandes centros urbanos, especialmente para pessoas que precisam passar
muito tempo em congestionamentos no trânsito. De acordo com estudos, a música pode causar benefícios semelhantes a de uma massagem no corpo.
Faça o possível para ter momentos do seu dia
exclusivamente dedicados a escutar sua música e banda favorita. Sua
qualidade de vida pode melhorar e sua rotina ficará mais divertida e feliz!
Fonte: Revista Fashion News
quarta-feira, 24 de julho de 2019
sexta-feira, 19 de julho de 2019
segunda-feira, 8 de julho de 2019
Estabeleça compromisso com o impossível
Quando traçamos nossos objetivos, às vezes pensamos em
dar passos curtos em um terreno onde possamos nos sentir seguros e ter o
controle de tudo. Aprendemos algo com esses passos, mas não o suficiente e o
necessário para satisfazer o que está em nossa imaginação.
Estabelecer compromisso com o impossível é interessante, pois vai lhe conduzir ao sucesso de maneira diferenciada e trará realizações além das expectativas. Você pode ter a seguinte dúvida: “como pensar num compromisso com o impossível? Talvez eu nem chegue lá…”.
Pode ser que nem chegue mesmo, mas, quando alguém resolve realizar algo além de suas possibilidades momentâneas, também precisa pensar e agir além de seus limites. É nesse momento, quando esses pensamentos e atitudes são superados, que novos fatos acontecem para abrir horizontes até então desconhecidos.
Por mais instruído que seja qualquer mestre, ele começou com o abc; o que o transformou foi a constância de ações rumo ao aprendizado sem limites, aprendizado este que desenvolveu sua sensibilidade, sua intuição, aquilo que ele é como pessoa.
Quando partir para algo na vida, escolha como objetivo o que parece impossível e comece a descobrir o que é necessário para consegui-lo. Inicie esse processo de maneira simples, mas constantemente; descubra o novo em cada suspiro dessa trajetória. Muitas pessoas que saíram em busca de um destino terminaram descobrindo que ele não estava tão longe, mas, para isso, tiveram de elevar seus olhos para além de sua área de atuação.
Há a possibilidade de você não alcançar o impossível, mas irá descobrir muitas coisas possíveis bem próximas de você que pareciam distantes e, graças ao seu desempenho e à sua busca, vai encontrar as inspirações mais importantes para sua vida.
Melhor que chegar ao destino é decifrar o caminho.
Estabelecer compromisso com o impossível é interessante, pois vai lhe conduzir ao sucesso de maneira diferenciada e trará realizações além das expectativas. Você pode ter a seguinte dúvida: “como pensar num compromisso com o impossível? Talvez eu nem chegue lá…”.
Pode ser que nem chegue mesmo, mas, quando alguém resolve realizar algo além de suas possibilidades momentâneas, também precisa pensar e agir além de seus limites. É nesse momento, quando esses pensamentos e atitudes são superados, que novos fatos acontecem para abrir horizontes até então desconhecidos.
Por mais instruído que seja qualquer mestre, ele começou com o abc; o que o transformou foi a constância de ações rumo ao aprendizado sem limites, aprendizado este que desenvolveu sua sensibilidade, sua intuição, aquilo que ele é como pessoa.
Quando partir para algo na vida, escolha como objetivo o que parece impossível e comece a descobrir o que é necessário para consegui-lo. Inicie esse processo de maneira simples, mas constantemente; descubra o novo em cada suspiro dessa trajetória. Muitas pessoas que saíram em busca de um destino terminaram descobrindo que ele não estava tão longe, mas, para isso, tiveram de elevar seus olhos para além de sua área de atuação.
Há a possibilidade de você não alcançar o impossível, mas irá descobrir muitas coisas possíveis bem próximas de você que pareciam distantes e, graças ao seu desempenho e à sua busca, vai encontrar as inspirações mais importantes para sua vida.
Melhor que chegar ao destino é decifrar o caminho.
Fonte: Livro Superdicas para Motivar sua Vida
quinta-feira, 27 de junho de 2019
Quando o álcool e a droga destroem uma família
Sempre que falamos sobre o problema da dependência química, obviamente,
uma das primeiras coisas que vem à mente é o usuário de drogas. Porém, ele não
é o único impactado por essa tragédia social. No âmbito familiar, para cada
usuário de drogas existem mais quatro pessoas afetadas, em média, segundo dados
do Instituto Nacional
Por Ronaldo Laranjeira
Sempre que falamos sobre o
problema da dependência química, obviamente, uma das primeiras coisas que vem à
mente é o usuário de drogas. Porém, ele não é o único impactado por essa
tragédia social. No âmbito familiar, para cada usuário de drogas existem mais
quatro pessoas afetadas, em média, segundo dados do Instituto Nacional de
Ciência e Tecnologia para Políticas Públicas do Álcool e outras Drogas (Inpad),
atingindo 28 milhões de brasileiros aproximadamente.
Pela minha experiência, reforçada
por Maria de Fátima Padin, coautora deste texto, posso afirmar que o mais
curioso é que a dimensão da consequência que o uso de drogas provoca no núcleo
familiar é raramente abordada pela mídia e governantes, ou estudada por
pesquisadores na proporção que deveria. A família, ao mesmo tempo em que é um
dos pilares na luta contra a dependência química, é um dos grupos mais afetados
por ela em diversos aspectos, necessitando de apoio específico.
Um dos maiores estudos feitos até
o momento sobre o tema foi o Levantamento Nacional de Famílias dos Dependentes
Químicos (Lenad Família), conduzido pelo Inpad. E os dados levantados são, no
mínimo, preocupantes: 22% da população brasileira foi vítima de violência
doméstica na infância, sendo que, em 20% dos casos, o abusador estava
alcoolizado. A cocaína está associada a 31% dos casos de violência física na
infância, enquanto a maconha está ligada a 12% das ocorrências do tipo.
Se hoje o Brasil infelizmente não
dispõe de recursos e de uma política de drogas eficiente no que diz respeito à
prevenção e tratamento para usuários, o que dizer então de iniciativas voltadas
aos seus familiares? Os números acima mostram apenas parte do problema, e por
si só já são alarmantes. Estamos falando de pessoas que necessitam de suporte para
lidar com o uso de substâncias psicoativas por um pai, mãe ou filho, enfim,
diminuindo as possibilidades de violência e desenvolvimento de transtornos
emocionais, provocados pela situação.
Como mencionado antes: a família
é um dos principais pilares na luta contra a dependência química e nossos
governantes têm de prestar atenção nesse público específico, que, comumente não
sabe lidar com tal circunstância. A qualificação de pessoas, para se comunicar
assertivamente com seus parentes sobre drogas é crucial; porém nas metrópoles
os programas públicos que oferecem esse tipo de recurso são escassos.
Um dos poucos que existem está em
São Paulo e tem o objetivo de orientar e apoiar os familiares de dependentes
químicos, oferecendo acesso a dados sobre tratamento, atendimentos individuais,
além de terapia em grupo.
Para
saber mais, acesse o site
http://www.programarecomeco.sp.gov.br)
http://www.programarecomeco.sp.gov.br)
Ainda segundo dados do Lenad
Família, 8% da população foi exposta ao consumo de drogas ilícitas no ambiente
familiar, o que, sem dúvidas, contribui para a preocupação com o modelo que
nossas crianças estão vivenciando.
Aproximadamente metade dos jovens
que têm entre 14 e 25 anos consome bebidas alcoólicas, número que passa a 26%
entre menores de idade, de acordo com dados do Inpad. Já 36% dos jovens que
informaram o consumo fazem uso nocivo do álcool semanalmente. Passando para as
drogas ilícitas, a porcentagem da população jovem que afirmou ter usado maconha
chega a quase 5%.
Quando analisamos o quadro por
completo, vemos um problema complexo, porém, com solução. Parte dela deve
começar na escola, com a aplicação de orientações sobre prevenção ao uso de substâncias
e à violência, como parte do currículo escolar. Além disso, é fundamental
propiciar às famílias orientações sobre como lidar com as drogas,
principalmente às que tiverem integrantes usando substâncias psicoativas, Os
pais são os melhores “agentes de prevenção” que temos. Isso é investir em
prevenção e tratamento, que se caracteriza como uma das principais formas de
combater o problema das drogas, evitando inclusive o encarceramento de
usuários, que está longe de ser a solução.
Mas tais medidas só serão
eficazes se os governos, em seus diversos âmbitos, adotarem políticas claras de
prevenção. Do jeito que o debate é conduzido hoje, de forma improdutiva e sem
ações concretas, continuaremos apostando em políticas que simplesmente não dão
resultados. Agora, ações como a conscientização e educação da população sobre
uso de substâncias psicoativas, aliadas à oferta de atendimento de qualidade
contra a dependência química, essas sim, provocarão uma profunda mudança em
nosso país.
https://veja.abril.com.br/blog/letra-de-medico/quando-o-alcool-e-a-droga-destroem-uma-familia/
sexta-feira, 14 de junho de 2019
sábado, 18 de maio de 2019
sábado, 27 de abril de 2019
Fases da Recaída (final)
FASE 9: RECONHECIMENTO DA PERDA DE CONTROLE
·
Autopiedade;
·
Pensamentos de beber socialmente;
·
Mentiras conscientes;
·
Perda completa de autoconfiança.
FASE 10: REDUÇÃO DE OPÇÕES
·
Ressentimentos insensatos;
·
Parar todo o tratamento profissional e de Grupos
de Apoio;
·
Esmagadora solidão, frustração, raiva e tensão;
·
Perda do controle do comportamento;
FASE 11: VOLTA AO USO DO ÁLCOOL E/OU DROGAS OU COLAPSO
FÍSICO E EMOCIONAL
· Volta ao “uso controlado” de drogas;
· Vergonha e culpa;
· Perda de controle do uso;
· Problemas de vida e de saúde.
Lembrando que estas fases podem demorar anos, meses, dias ou
horas para ocorrerem.
terça-feira, 16 de abril de 2019
segunda-feira, 15 de abril de 2019
FASES DA RECAÍDA ( Parte 3)
FASE 6: CONFUSÃO E
SUPER-REAÇÃO
Período de confusão;
Irritação com os amigos;
Irritado facilmente;
FASE 7: DEPRESSÃO
Hábitos alimentares
irregulares;
Falta de iniciativa;
Hábitos de sono
irregulares;
Perda da estrutura
diária;
Período de profunda
depressão.
FASE 8: PERDA DE
CONTROLE DO COMPORTAMENTO
Participação irregular
nas reuniões de tratamento e nos Grupos de Apoio;
Desenvolvimento de uma
atitude de “não tenho nada com isto”;
Rejeição aberta de
ajuda;
Falta de satisfação com
a vida;
Sentimentos de
impotência e desesperança.
domingo, 14 de abril de 2019
Fases da recaída (continuação)
FASE 2: VOLTA À NEGAÇÃO
Preocupação com bem-estar;
Negação da preocupação.
FASE 3: IMPEDIMENTOS E
COMPORTAMENTOS DEFENSIVOS
Acreditar que nunca mais
vai beber ou usar drogas – sensação de “cura”;
Preocupação com os
outros em vez de consigo mesmo;
Ficar na defensiva;
Comportamentos
compulsivos;
Comportamentos
impulsivos;
Tendência à solidão.
FASE 4: CONSTRUINDO A
CRISE
Visão de túnel;
Depressão secundária
(leve);
Deixar de planejar
construtivamente;
Planos começam a falhar.
FASE 5: IMOBILIZAÇÃO
Devaneios e ilusões;
Sentimentos de que nada
pode ser solucionado;
Desejo imaturo de ser
feliz com o bem-estar;
Negação da preocupação.
quarta-feira, 10 de abril de 2019
SINTOMAS DE RECAÍDA DA DEPENDÊNCIA QUÍMICA
FASES DA RECAÍDA
É muito importante que tenhamos sempre claro que o processo
de recaída se inicia muito antes do uso de álcool e/ou drogas, e que
representa, principalmente, uma perda sistemática na nossa qualidade de vida,
levando-nos a sentir grande e constante desconforto com a nossa vida, assim
como muita dificuldade em realizar as atividades diárias.
O uso de álcool e/ou drogas é apenas a consequência de uma
série situações não resolvidas, já que o desconforto vai ficando cada vez mais
forte até nos tornarmos incapazes de viver normalmente estando sóbrios, nos
convencendo finalmente de que a volta ao uso de álcool e/ou drogas não pode ser
pior do que a dor que estamos sentindo.
Vale a pena lembrar que, para viver em sobriedade não basta
somente parar com o uso de álcool e/ou drogas, mas também abster-se de todos os
comportamentos negativos e compulsivos e melhorar a saúde física, mental e
social.
Assim, o pesquisador norteamericano Terence Gorski (1986;
1989), especialista na área da dependência química, descobriu que existem 48
sintomas principais de recaída, que ele dividiu em 11 fases:
FASE 1: SINTOMAS INTERNOS DE RECAÍDA
1 Dificuldade de pensar com clareza;
2 Dificuldade em lidar com sentimentos e emoções;
3 Dificuldade em lembrar coisas;
4 Dificuldade em lidar com o estresse;
5 Dificuldade em dormir tranquilamente;
6 Dificuldade com a coordenação física e
acidentes;
7 Vergonha, culpa e desesperança.
*Em breve postaremos as fases seguintes
segunda-feira, 25 de março de 2019
O que não deve ser feito no tratamento de dependentes químicos
Se ainda há muito a aprender sobre como tratar o
dependente químico, psiquiatras da Unifesp têm claro o que não funciona:
• Deixar de investigar e tratar todas as dependências
além do crack ou cocaína.
• Excluir o tratamento psiquiátrico ao optar por terapias
alternativas. Acupuntura, técnicas de relaxamento e medicina oriental podem
melhorar a qualidade de vida, mas não tratam o vício.
• Propor a substituição do crack ou cocaína por maconha –
além dos prejuízos causados pela maconha, isso manterá o dependente em contato
com o ambiente das drogas.
• Dispensar o suporte de grupos ou comunidades como
Narcóticos Anônimos e Alcoólicos Anônimos. Além de acompanhar o dependente,
elas ainda têm custo zero.
• Dispensar o uso de equipe multiprofissional, já que, em
geral, um só profissional não consegue atender a todas as demandas do paciente,
desde deixar de usar a droga até se reorganizar por completo.
• Deixar de levar em conta as recaídas, que podem
acontecer várias vezes antes de uma recuperação definitiva. O tratamento e a
prescrição de medicamentos não podem causar danos ainda maiores caso o
dependente volte a usar a droga.
Fonte:
https://www.senado.gov.br/NOTICIAS/JORNAL/EMDISCUSSAO/dependencia-quimica/tratamento-para-dependentes-quimicos.aspx
domingo, 24 de março de 2019
Como funciona a manipulação de um adicto
No geral, o dependente químico
tem uma grande habilidade para manipular pois seu forte objetivo é continuar
sua dependência e para isso ele irá arrumar diversas desculpas para não fazer o
que precisa ou para fazer o que sabe que não deve.
Ele passa a mentir cada vez
mais e vai perdendo gradativamente os valores éticos e morais e para isso
utilizará várias formas de manipulação: racionalização, responsabilização de
terceiros, negação, minimização, rigidez mental, pressões e ameaças
O dependente químico geralmente
é convincente em seus argumentos, pois o importante é conseguir o que se
almeja, seja ao custo que for, e este é um estágio em que parece que o adicto
se torna claramente egocêntrico ou embotado de qualquer sentimento. Com o
avanço de sua dependência, o adicto passa a ver todos apenas como meios para se
chegar a um único fim (a droga), tudo é direcionado à droga.
Um dos pontos crucias da
manipulação usado na dependência química é a vitimização. Ser sempre a vítima é
um dos truques do dependente químico para conseguir mais compreensão, seja com
comportamentos que não estão dentro dos parâmetros habituais ou para conseguir
alimentar seu uso de droga.
É preciso estar fortalecido e
munido de ferramentas terapêuticas para não ceder à manipulação de um
dependente químico, pois quando vemos a quem amamos sofrendo a tendência é
querer sanar imediatamente a dor.
No entanto, no caso da
dependência química, é preciso perceber que a dor momentânea é necessária como
caminho para a recuperação.
Algumas atitudes importantes
para lidar com a situação são, por exemplo, não deixar que o manipulador faça
com que você se sinta culpado, seja com palavras, críticas ou ações. Além
disso, em alguns casos, dependentes químicos passam a fazer as mais diversas ameaças.
É importante se manter forte e
contar com a equipe de tratamento para ajudar você a perceber que essa é uma
“jogada”. Você também pode quebrar o ciclo da codependência ao deixar de
alimentar o jogo doentio do dependente (brigas, culpas, acusações), você se
libertará do círculo vicioso que ajuda a piorar a doença. Aprenda a se afastar
e a dizer “não”!.
segunda-feira, 18 de março de 2019
sexta-feira, 8 de março de 2019
sábado, 8 de dezembro de 2018
Reabilitação Psicossocial de Dependentes Químicos
A dependência química, como sabemos, é uma doença que
envolve diversos fatores, e pesquisas mostram que o álcool é uma droga potente,
que altera a consciência e provoca graves efeitos sobre o bem-estar físico, emocional
e social. Com base nesse pressuposto, o presente artigo visa apresentar os
resultados de um trabalho desenvolvido na sobre o processo de reabilitação
psicossocial de dependentes químicos. O método utilizado foi o dedutivo,
utilizando as técnicas de observação, entrevistas e questionários aplicados a
internos e coordenadores de uma instituição. De acordo com a pesquisa
constatamos que o bem-estar do interno é um fator considerado importante para o
tratamento. Ele deve estar bem consigo mesmo, pois isso traz de volta a
autoconfiança e automaticamente um melhor empenho para sua própria recuperação.
Nesse processo percebemos que as famílias exercem grande influência na vida e
na recuperação do dependente, e que é fundamental a participação e parceria de
uma equipe multiprofissional e do convívio com outros usuários. Concluímos que
os internos que possuem autoestima elevada, força de vontade e fé tem mais
chances de recuperação, enquanto que outro fator essencial é o apoio da
família, que juntos podem promover o bem-estar e também proporcionar um
ambiente saudável para sua volta.
05/13890
Os 10 traços de um codependente
01- O codependente é guiado por uma ou mais compulsões.
02- Um codependente é compelido e atormentado pelo jeito que as coisas eram na família disfuncional de origem.
03- A autoestima (e muitas vezes a maturidade) do codependente é muito baixa.
04- O codependente tem certeza de que sua felicidade depende de outros.
05- Do mesmo modo, o codependente se sente extremamente responsável pelos outros.
06- O relacionamento do codependente com o cônjuge ou outra pessoa significativa é desfigurado pelo instável desequilíbrio entre dependência e independência.
07- O codependente é um mestre da negação e da repressão.
08- O codependente se preocupa com coisas que não pode mudar e é bem capaz de tentar mudá-las.
09- Além disso, a vida do codependente é pontuada por extremos.
10- Para finalizar, o codependente está sempre procurando por alguma coisa que falta em sua vida.
segunda-feira, 26 de novembro de 2018
Autoestima X Dependência Química
A autoestima é um estado psicológico-emocional de ser que
rege nossa resposta a nossas experiências no mundo.
A verdadeira autoestima não permite nem a inflação do ego
nem a falsa humildade: é o estado de consciência equilibrado entre esses dois
extremos; o estado equilibrado que alcança maturidade.
Um dos meios pelos quais podemos conhecer a nós mesmos, com
relação à autoestima; é meditando sobre três poderosos atributos do princípio
espiritual do AMOR. O primeiro desses três atributos é PERDÃO. A barreira mais
forte ao perdão é a culpa. Todos já sentimos culpa em alguma ocasião e sabemos
que ela é, com frequência, um poderoso estímulo ao autoexame. Mas a culpa pode
também ser uma emoção debilitante que venha solapar nossa autoconfiança. É
importante lembrar que o autoexame muitas vezes nos surpreende, revelando-nos
nossas forças, assim como nossas fraquezas.
Quando ficamos perdidos em sentimentos de culpa, muitas
vezes nos tornamos também defensivos e críticos dos outros. Assim tentamos
trazer um senso de equilíbrio para a situação. Perdoar, tanto a nós mesmos
quanto a outrem, pode ajudar a curar as feridas que todos trazemos como um
aspecto natural da vida.
Ao meditar sobre o perdão, pense numa situação de sua vida
que você ache intuitivamente que requer perdão. Talvez alguém lhe tenha feito
alguma coisa que você ache que não pode ser perdoado, ou talvez, você ache que
fez alguma coisa pela qual não pode se perdoar. Pode ser algo do presente ou do
passado. Você pode saber intelectualmente que quer perdoar, mas é incapaz de
mudar seus sentimentos ou seu comportamento.
segunda-feira, 1 de outubro de 2018
Por que as eleições deixam todos loucos? Freud explica
A impressão corrente é que todo mundo enlouqueceu. Não é de
hoje, bem sabemos, e há tempos que se anuncia que essa seria "a campanha
mais suja da História". Pois bem, as profecias se realizaram. E se você
também acha que está todo mundo louco, tenho uma notícia: você tem razão.
Antes de vocês acharem que sou daqueles psiquiatras grotescos
que acreditam que tudo é doença mental, me explico. As pessoas não estão
enlouquecidas pelas doenças mentais mais óbvias, como depressão ou ansiedade
(embora essas doenças estejam cada vez mais presentes por aí). Estão
vivenciando um fenômeno mais ou menos particular que chamamos de "fenômeno
de massa". Não é a primeira vez que falo disso nesse blog. Corro o risco
de ficar maçante e repetitivo, mas acredito que eventualmente precisamos ser
repetitivos se queremos nos fazer entender. O deslize estético é perdoável se a
mensagem é importante e se faz urgente.
Volto a citar a obra prima de Freud "Psicologia das
Massas e Análise do Eu" (Obras Completas, volume 15 – Companhia das
Letras). Freud, o Pai-de-Todos, defende que as pessoas quando se sentem pertencentes
a um grupo, adquirem aspectos psicológicos particulares que alteram seu
funcionamento mental e seu comportamento. É aquele velho aforisma "ele
quando está sozinho é uma pessoa, com os amigos vira outra pessoa", só que
potencializado muitas vezes.
Freud, citando Gustave Le Bon, enumera três mudanças
principais no sujeito quando está envolvido pela massa:
Em primeiro lugar ele perde o que chamamos de "medo
social". A sensação de pertencimento a um grupo faz com que as pessoas se
sintam mais poderosas e consequentemente mais corajosas. E obviamente mais
inconsequentes e desrespeitosas. Os recalques internos perdem sua força e
admite-se pensar ou eventualmente fazer coisas que antes seriam inadmissíveis.
Uma segunda característica é o caráter contagioso dos
afetos. Dentro de uma massa, uma resposta afetiva tem o efeito de um rastilho
de pólvora, se disseminando rapidamente. Uma notícia favorável a um candidato
provoca reações entusiasmadas em cadeia de um lado assim como de indignação ao
outro, na mesma proporção.
A terceira característica é que, nesse estado, as pessoas
ficam absolutamente influenciáveis. O sujeito na massa se comporta como uma
espécie de zumbi sugestionável, que dificilmente vai se opor a um comando de um
líder qualquer ou mesmo a um movimento de manada das pessoas que o cercam. Não
é de se estranhar que as pessoas, mesmo as razoáveis, acabem por compartilhar e
difundir mensagens absolutamente estapafúrdias simplesmente porque alguém disse
que era verdade.
Se nós juntarmos essas três características, podemos dizer
que a pessoa na massa emburrece, ao mesmo tempo em que se torna mais apaixonada
e profundamente ressentida. É evidente que, apesar de uma massa tender a
nivelar seus integrantes, na medida em que lhes retira suas particularidades e
os nivela, nem todos sofrem seus efeitos da mesma maneira. Termina por haver
uma regressão das capacidades intelectuais e o aumento da excitação, que nos
leva eventualmente a termos impressão de que todos voltaram para a 5a série.
Existem pessoas que só imaginam, existem pessoas que xingam no Whatsapp e no
Facebook, existem pessoas que fazem ameaças concretas e pessoas que passam ao
ato, tipo espancar ou esfaquear os inimigos.
Freud escreveu isso em 1920, um ano antes de Mussolini
chegar ao poder na Itália, dois antes de Stalin e treze antes da ascensão de
Hitler na Alemanha. Não por coincidência, todos eles utilizavam largamente
propaganda enganosa para chegar ao poder e para mantê-lo. Hitler e Mussolini
sempre apostando na paranoia da "ameaça comunista" assim como Stalin
apontava os "traidores da Revolução". Eram as fake news pré-internet.
É justo aqui ressaltar o papel da própria rede nesse
processo todo. Como podemos observar, esses movimentos já existiam há muito
tempo. Provavelmente Stonehenge e as pirâmides do Egito foram construídos por
gente assim. Quem, em sã consciência, iria empurrar pedra de 20 toneladas
naquela época se não fosse no embalo da massa? Mas nos últimos anos notamos que
de fato houve uma exacerbação e um contágio dos afetos sem precedentes. Essa
rede nervosa global, trabalhada em fibra ótica, faz a imagem da pólvora parecer
até tediosa.
Se antigamente exigia-se um certo trabalho para se juntar à
massa, como sair de casa e ir a um jogo de futebol ao menos, hoje a massa vem
até você. Basta ter um celular em mãos e você pode ser arrebatado. E em pouco
tempo é possível que você esteja relativizando a violência, a tortura, o
racismo e o machismo.
Luiz Sperry
01/10/2018
Crédito: iStock
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