quarta-feira, 4 de junho de 2014

Musicoterapia na Terceira Idade

O trabalho musicoterápico em geriatria deve ser, de certa forma, diferente do que deve-se desempenhar com outros pacientes, tendo por objetivo geral a alteração de seu comportamento e a ampliação de suas capacidades. O tratamento musicoterápico oferecerá ao idoso a oportunidade, num primeiro momento, de estimulação às suas atividades mnêmicas, atingindo, a partir delas, as demais funções cognitivas. O ato de tocar, cantar, improvisar, criar e partilhar experiências, entre outras atividades, propicia a elaboração de conteúdos mentais mais complexos a partir de sua produção sonoro-musical. O idoso é estimulado a retomar movimentos corporais, ao mesmo tempo em que vê resgatada a sua memória como um todo (Souza, 1997).
Além da cognição, a música pode proporcionar estímulos fisiológicos, influenciando o ritmo cardíaco e pressão sanguínea, facilitando a movimentação das extremidades superiores e inferiores do corpo, as fortalecendo (Blasco,1999). Também exerce grande influência sobre a auto-estima do paciente, trabalhando seus aspectos emocionais.


A Musicoterapia tem como função principal, no tratamento com a terceira idade,
restabelecer a auto-estima do idoso frente às suas potencialidades, ao meio que
o cerca e a que pertence. Ao restituir esta capacidade de crença em si mesmo, de
sua potência como sujeito, o idoso restabelece o crédito diante do social,
alterando para melhor o conceito que a sociedade tem dele e ele de si mesmo.
(Cerqueira de Souza, 2006).


No trabalho musicoterápico, é fundamental que o musicoterapeuta tenha um conhecimento aprofundado das músicas que fizeram e fazem parte do universo musical do paciente, a fim de criar um ambiente propício para o fluir da linguagem musical e de seus aspectos terapêuticos.

Principais Objetivos da Musicoterapia com Pacientes Geriátricos

- Reforçar ou reestabelecer o ritmo de marcha: Por diversas causas, o idoso pode apresentar dificuldade de locomoção e de equilíbrio, dificultando até mesmo a sua própria marcha. A utilização de músicas com o ritmo e a pulsação bem marcados auxiliará o paciente a reestabelecer-se quanto a esta necessidade.

- Estimulação da fala: Muitas vezes, em decorrência à doença, o paciente geriátrico tem seu processo de comunicação verbal afetado. Porém, estas dificuldades podem ou não se apresentar, ou se apresentar com menor intensidade, na utilização do canto. Estimulando o canto, podemos estimular a musculatura facial e as áreas cerebrais envolvidas, auxiliando o processo de reabilitação.

-Estimulação da memória: A memória geralmente apresenta debilitações na maioria dos idosos, seja pelo processo normal de envelhecimento ou pelo surgimento de uma demência. A música, porém, traz reminiscências do passado, e ajuda no resgate de lembranças.


-Estimulação da Cognição: O processo cognitivo se altera com o avanço da idade, se tornando mais lento. Aprender novas músicas, ou relembra-las, tocar instrumentos musicais e reforçar associações pode se tornar um meio excelente de estimular a cognição e estimular o raciocínio, ajudando até mesmo a prevenir ou retardar doenças associadas à demências.

-Força Muscular: Os idosos perdem massa e força muscular com o passar dos anos. Estimula-los com instrumentos musicais de percussão que exijam um maior trabalho muscular, ou trabalhar o corpo através da música (dança, alongamentos), pode ser de grande ajuda para a manutenção e desenvolvimento desses músculos.

-Motricidade: A motricidade fina é uma grande dificuldade encontrada pelos pacientes geriátricos. Através de instrumentos que utilizem baquetas, do teclado ou do piano, podemos obter meios excelentes de estimulação neste requisito.

-Depressão: A música é, na maioria das vezes, prazerosa, auxiliando o idoso
não só nos aspectos físicos como também em seus aspectos emocionais. A música propicia momentos prazerosos, onde o idoso tem a possibilidade de expressar as suas emoções e também lidar com seus sentimentos de perda, seus medos e tristezas.

-Solidão: Os idosos institucionalizados têm maior tendência a sentirem solidão e abandono. A música possibilita, através de seu potencial integrador, que os moradores dessas instituições se conheçam e compartilhem suas vivências e experiências, aprendendo a lidar e a apreciar a companhia de outros idosos, o que auxilia na formação de um círculos de amizade e convivência, além de ampliar os momentos de satisfação proporcionados pela vivência grupal.


Referências Bibliográficas:

BLASCO, S.P.- Compendio de Musicoterapia, Edições Herder, Barcelona, 1999.

BRIGHT, R. – La Musicoterapia en el tratamento geriátrico: Una nueva visión, Ed. Bonum, Australia, 1991.

GASTON, E. T – Tratado de Musicoterapia, Ed. Paidos, Buenos Aires, 1968.

JOURDAIN, R. – Música, Cérebro e Êxtase: Como a música captura nossa imaginação, Ed. Objetiva, Rio de Janeiro, 1998.









Por: Irina Kokado/ Sabrina S. Macedo

terça-feira, 3 de junho de 2014

Florais e a ansiedade

Um dos maiores inimigos dos bons resultados é a ansiedade. A vontade de ter resultados rápidos demais sempre nos atrapalha e para muitos, não é nada fácil ter um controle de seus próprios sentimentos, as vezes se torna impossível controlar essas sensações e isso pode se tornar um verdadeiro tormento em todos os sentidos de nossa vida. Sendo que, essa ansiedade pode sim ter várias outras causas.
A ansiedade é uma sensação que todos tem, mas existe a ansiedade normal, aquela que nos ficar na expectativa, aquela que não nos afeta quando mudamos de assunto. Mas existe a ansiedade excessiva, que não nos deixa se quer mudar de assunto em nossas conversas. E é esse tipo de ansiedade que nos faz estacionar, não só na dieta.
Algumas pessoas recorrem a médicos e psicólogos, o que é sim uma ótima opção, pois ansiedade, apesar de não ser uma doença, precisa ser tratada, pois pode provocar doenças. O melhor remédio é sempre o auto controle, é saber o quer, é saber que rumo quer dar a sua própria vida e mesmo que aconteça os desvio desse caminho, nunca perder a capacidade de seguir em frente.
Mas existe algumas essenciais que quando juntas podem facilitar esse controle de emoções. Elas devem estar na mesma fórmula, o melhore é procurar uma farmácia especializada, para que seja preparada com responsabilidade.
A essência é usada em gotas colocadas em água pura. A dose varia em cada situação, sendo utilizada em geral quatro gotas quatro vezes ao dia. Por isso é importante confirmar esse consumo com o terapeuta.
Agrimony – Floral de Bach – Indicado para pessoas que escondem seus verdadeiros sentimentos, mesmo os bons, suas tristezas, medos e preocupações. Mas não conseguem enfrentar uma discussão ou um problema. Procura companhia para escapar de seus sentimentos. Costuma abusar de álcool e outras drogas para suportar suas dificuldades. Vervaim – Floral de Bach – Aos que não se permitem relaxar, fanáticos, entusiasmados e inflamados. Chamomile – Floral de California – Traz serenidade, paz interior e equilíbrio emocional. Cidreira – Floral de Saint Germain – Ajuda a controlar os próprios pensamentos, flui as situações do cotidiano. Dianthus – Floral de Minas – Tortura interna, abafamento, preocupação oculta, libera os sentimentos.

Rescue – O floral para todas as horas

O Rescue Remedy é a essência floral mais conhecida do mundo e uma das mais indicadas pelos profissionais de várias áreas da saúde É indicado para situações de emergência, tais como: ansiedade excessiva, acidentes, perdas, choques emocionais, estresse, antes do parto, antes de um exame importante, no recebimento de notícias ruins – de morte, aborrecimento familiar, etc. Ele jamais substitui o atendimento médico; ele somente ajuda o paciente a estabilizar e acalmar as emoções durante o trauma. É constituído por cinco essências dos florais de bach: Clematis: para aumentar a consciência da pessoa, abalada pela situação crítica. Cherry Plum: para aumentar o nível de controle sobre suas atitudes. Star of Bethlehem: para as situações traumáticas. Rock Rose: para o pânico e o desespero. Impatiens: alívio da tensão mental extrema

Outras situações que pode ajudar:

* Em ginecologia e obstetrícia: na gravidez ajuda a lidar com a ansiedade, enjôos, dá equilíbrio e limpa os medos. Para o abortamento espontâneo ou não. nas cólicas menstruais, melhora a dor, diminui o inchaço e a retenção hídrica.
*Em odontologia: pacientes com medo ou pânico; ajuda nas cirurgias diminuindo o sangramento e ajudando na cicatrização.
* Para antes dos exames (de carro, vestibular, faculdade, etc), entrevistas, palestras, apresentações em público, etc.
* Para situações de perda na família, um acidente grave, desmaios, traumas, choques emocionais tranquilizando o paciente.

A Filosofia de Bach no Programa Ciência e Letras - Canal Saúde

A Música e a melhora do humor

O que é hobbie para muita gente, na verdade pode servir como tratamento para vários problemas psicológicos que podem surgir em uma rotina tã...