sábado, 8 de dezembro de 2018

Reabilitação Psicossocial de Dependentes Químicos


A dependência química, como sabemos, é uma doença que envolve diversos fatores, e pesquisas mostram que o álcool é uma droga potente, que altera a consciência e provoca graves efeitos sobre o bem-estar físico, emocional e social. Com base nesse pressuposto, o presente artigo visa apresentar os resultados de um trabalho desenvolvido na sobre o processo de reabilitação psicossocial de dependentes químicos. O método utilizado foi o dedutivo, utilizando as técnicas de observação, entrevistas e questionários aplicados a internos e coordenadores de uma instituição. De acordo com a pesquisa constatamos que o bem-estar do interno é um fator considerado importante para o tratamento. Ele deve estar bem consigo mesmo, pois isso traz de volta a autoconfiança e automaticamente um melhor empenho para sua própria recuperação. Nesse processo percebemos que as famílias exercem grande influência na vida e na recuperação do dependente, e que é fundamental a participação e parceria de uma equipe multiprofissional e do convívio com outros usuários. Concluímos que os internos que possuem autoestima elevada, força de vontade e fé tem mais chances de recuperação, enquanto que outro fator essencial é o apoio da família, que juntos podem promover o bem-estar e também proporcionar um ambiente saudável para sua volta.


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Os 10 traços de um codependente

01- O codependente é guiado por uma ou mais compulsões.

02- Um codependente é compelido e atormentado pelo jeito que as coisas eram na família disfuncional de origem.

03- A autoestima (e muitas vezes a maturidade) do codependente é muito baixa.

04- O codependente tem certeza de que sua felicidade depende de outros.

05- Do mesmo modo, o codependente se sente extremamente responsável pelos outros.

06- O relacionamento do codependente com o cônjuge ou outra pessoa significativa é desfigurado pelo instável desequilíbrio entre dependência e independência.

07- O codependente é um mestre da negação e da repressão.

08- O codependente se preocupa com coisas que não pode mudar e é bem capaz de tentar mudá-las.

09- Além disso, a vida do codependente é pontuada por extremos.

10- Para finalizar, o codependente está sempre procurando por alguma coisa que falta em sua vida.

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Autoestima X Dependência Química


A autoestima é um estado psicológico-emocional de ser que rege nossa resposta a nossas experiências no mundo.
A verdadeira autoestima não permite nem a inflação do ego nem a falsa humildade: é o estado de consciência equilibrado entre esses dois extremos; o estado equilibrado que alcança maturidade.
Um dos meios pelos quais podemos conhecer a nós mesmos, com relação à autoestima; é meditando sobre três poderosos atributos do princípio espiritual do AMOR. O primeiro desses três atributos é PERDÃO. A barreira mais forte ao perdão é a culpa. Todos já sentimos culpa em alguma ocasião e sabemos que ela é, com frequência, um poderoso estímulo ao autoexame. Mas a culpa pode também ser uma emoção debilitante que venha solapar nossa autoconfiança. É importante lembrar que o autoexame muitas vezes nos surpreende, revelando-nos nossas forças, assim como nossas fraquezas.
Quando ficamos perdidos em sentimentos de culpa, muitas vezes nos tornamos também defensivos e críticos dos outros. Assim tentamos trazer um senso de equilíbrio para a situação. Perdoar, tanto a nós mesmos quanto a outrem, pode ajudar a curar as feridas que todos trazemos como um aspecto natural da vida.
Ao meditar sobre o perdão, pense numa situação de sua vida que você ache intuitivamente que requer perdão. Talvez alguém lhe tenha feito alguma coisa que você ache que não pode ser perdoado, ou talvez, você ache que fez alguma coisa pela qual não pode se perdoar. Pode ser algo do presente ou do passado. Você pode saber intelectualmente que quer perdoar, mas é incapaz de mudar seus sentimentos ou seu comportamento.

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Por que as eleições deixam todos loucos? Freud explica


A impressão corrente é que todo mundo enlouqueceu. Não é de hoje, bem sabemos, e há tempos que se anuncia que essa seria "a campanha mais suja da História". Pois bem, as profecias se realizaram. E se você também acha que está todo mundo louco, tenho uma notícia: você tem razão.

Antes de vocês acharem que sou daqueles psiquiatras grotescos que acreditam que tudo é doença mental, me explico. As pessoas não estão enlouquecidas pelas doenças mentais mais óbvias, como depressão ou ansiedade (embora essas doenças estejam cada vez mais presentes por aí). Estão vivenciando um fenômeno mais ou menos particular que chamamos de "fenômeno de massa". Não é a primeira vez que falo disso nesse blog. Corro o risco de ficar maçante e repetitivo, mas acredito que eventualmente precisamos ser repetitivos se queremos nos fazer entender. O deslize estético é perdoável se a mensagem é importante e se faz urgente.

Volto a citar a obra prima de Freud "Psicologia das Massas e Análise do Eu" (Obras Completas, volume 15 – Companhia das Letras). Freud, o Pai-de-Todos, defende que as pessoas quando se sentem pertencentes a um grupo, adquirem aspectos psicológicos particulares que alteram seu funcionamento mental e seu comportamento. É aquele velho aforisma "ele quando está sozinho é uma pessoa, com os amigos vira outra pessoa", só que potencializado muitas vezes.
Freud, citando Gustave Le Bon, enumera três mudanças principais no sujeito quando está envolvido pela massa:

Em primeiro lugar ele perde o que chamamos de "medo social". A sensação de pertencimento a um grupo faz com que as pessoas se sintam mais poderosas e consequentemente mais corajosas. E obviamente mais inconsequentes e desrespeitosas. Os recalques internos perdem sua força e admite-se pensar ou eventualmente fazer coisas que antes seriam inadmissíveis.

Uma segunda característica é o caráter contagioso dos afetos. Dentro de uma massa, uma resposta afetiva tem o efeito de um rastilho de pólvora, se disseminando rapidamente. Uma notícia favorável a um candidato provoca reações entusiasmadas em cadeia de um lado assim como de indignação ao outro, na mesma proporção.

A terceira característica é que, nesse estado, as pessoas ficam absolutamente influenciáveis. O sujeito na massa se comporta como uma espécie de zumbi sugestionável, que dificilmente vai se opor a um comando de um líder qualquer ou mesmo a um movimento de manada das pessoas que o cercam. Não é de se estranhar que as pessoas, mesmo as razoáveis, acabem por compartilhar e difundir mensagens absolutamente estapafúrdias simplesmente porque alguém disse que era verdade.

Se nós juntarmos essas três características, podemos dizer que a pessoa na massa emburrece, ao mesmo tempo em que se torna mais apaixonada e profundamente ressentida. É evidente que, apesar de uma massa tender a nivelar seus integrantes, na medida em que lhes retira suas particularidades e os nivela, nem todos sofrem seus efeitos da mesma maneira. Termina por haver uma regressão das capacidades intelectuais e o aumento da excitação, que nos leva eventualmente a termos impressão de que todos voltaram para a 5a série. Existem pessoas que só imaginam, existem pessoas que xingam no Whatsapp e no Facebook, existem pessoas que fazem ameaças concretas e pessoas que passam ao ato, tipo espancar ou esfaquear os inimigos.

Freud escreveu isso em 1920, um ano antes de Mussolini chegar ao poder na Itália, dois antes de Stalin e treze antes da ascensão de Hitler na Alemanha. Não por coincidência, todos eles utilizavam largamente propaganda enganosa para chegar ao poder e para mantê-lo. Hitler e Mussolini sempre apostando na paranoia da "ameaça comunista" assim como Stalin apontava os "traidores da Revolução". Eram as fake news pré-internet.

É justo aqui ressaltar o papel da própria rede nesse processo todo. Como podemos observar, esses movimentos já existiam há muito tempo. Provavelmente Stonehenge e as pirâmides do Egito foram construídos por gente assim. Quem, em sã consciência, iria empurrar pedra de 20 toneladas naquela época se não fosse no embalo da massa? Mas nos últimos anos notamos que de fato houve uma exacerbação e um contágio dos afetos sem precedentes. Essa rede nervosa global, trabalhada em fibra ótica, faz a imagem da pólvora parecer até tediosa.

Se antigamente exigia-se um certo trabalho para se juntar à massa, como sair de casa e ir a um jogo de futebol ao menos, hoje a massa vem até você. Basta ter um celular em mãos e você pode ser arrebatado. E em pouco tempo é possível que você esteja relativizando a violência, a tortura, o racismo e o machismo.

Luiz Sperry

01/10/2018

Crédito: iStock

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Nomofobia

A dependência pelo uso do aparelho celular pode não ser saudável. Passou a ser,devido ao uso excessivo, uma espécie de comportamento ou até “um novo membro” da família“.Já substitui funções básicas da vida, que não podem ser substituídas. Os usuários excessivos de celular devem observar quais são as necessidades que precisam para a vida. Com a tecnologia avançada, o mesmo aparelho pode oferecer internet com acessos às redes sociais e muitas outras funções. Para muitas pessoas, o celular se tornou indispensável.
Em um restaurante, por exemplo, enquanto os amigos ou a família estão conversando, sempre alguém fica grudado no celular vendo as atualizações das redes sociais. É uma cena que já é comum e sempre há alguém que fica mais isolado do grupo procurando o que há de novo nas redes.
 A situação fica mais caótica quando todos emudecem e cada um pega seu celular. O silêncio toma conta da mesa de onde as pessoas estão reunidas
Para esse tipo de dependência e incapacidade de ficar sem o celular tem até nome: nomofobia.
A nomofobia é como outra fobia qualquer. A pessoa transforma um hábito em necessidade e quando alguma coisa acontece tem que se reformular e adaptar, mas tem pessoas que simplesmente não conseguem fazer isso.
Antigamente o celular não era tão usado como hoje, mas com o desenvolvimento da tecnologia fomos nos habituando às suas regras. Enfim, isso não quer dizer que não podemos viver sem essa tecnologia.

Fábio Bessa
CRP 05/13890

segunda-feira, 30 de julho de 2018

A Doença Psicossomática


Trata-se de um trecho de artigo publicado no jornal Correio Braziliense, de 24 de janeiro de 2003. Veja:

"Médicos e psiquiatras são unânimes ao afirmar que qualquer pessoa está sujeita a desenvolver uma doença psicossomática.

Algumas até já sofrem do mal sem perceber. A asma e a artrite (dores nas articulações), por exemplo, têm um forte fator emocional. Crianças que só começam a ter dificuldades para respirar depois de completar 5 ou 6 anos sofrem de asma psicossomática.

A falta de ar é uma maneira de atrair a atenção dos pais. Para ter certeza de que uma doença tem origem psicológica, deve-se descartar todas as causas orgânicas primeiro. Por isso, recomenda-se uma série de exames antes de fechar o diagnostico. É importante esclarecer que, apesar de a enfermidade ser emocional, o paciente precisará de tratamento médico. ‘‘Os sintomas que ela apresenta não são imaginários e, portanto, exigem cuidados especiais’’, ensina o psiquiatra.

Outras doenças psicossomáticas comuns são a psoríase (descamação da pele), o vitiligo (perda do pigmento da pele) e a alopécia (perda espontânea de pêlos do corpo). O fato de todas afetarem a pele não é coincidência. Depois do cérebro, a pele é o órgão com o maior número de terminações nervosas do corpo’’, explica o dermatologista Francisco Leite. ‘‘Isso quer dizer que a pele está intimamente ligada ao sistema nervoso central e, conseqüentemente, às emoções.

Em princípio, os pacientes nem imaginam que as irritações na pele e queda de cabelo têm fundo emocional. Mas, ao conversar com o dermatologista, acabam percebendo: o problema surgiu após um forte estresse.

A melhor maneira de acabar com o problema é tratando, simultaneamente, a pele e a mente. Por isso, além dos medicamentos tradicionais, recomenda-se terapia. Quando a pessoa ficar de bem consigo mesma, os sintomas tendem a regredir.

O doente citado acima, por exemplo, controlou a doença logo após o novo matrimônio. O fato de se sentir amado novamente ajudou na cura".

A Música e a melhora do humor

O que é hobbie para muita gente, na verdade pode servir como tratamento para vários problemas psicológicos que podem surgir em uma rotina tã...