segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Estresse Pós-Traumático

Pode-se dizer que o Estresse Pós-Traumático é um transtorno de Ansiedade próximo ao pânico mas com algumas diferenças importantes.

Uma delas é que o agente estressor originário é externo. Outra diferença é que há vários níveis de intensidade e características no diagnóstico deste transtorno.

Além dessas diferenças, outra importante é que o evento estressante permanece ininterruptamente sendo revivido pelo portador do Estresse Pós-Traumático por tempo indeterminado, dias, meses, anos, décadas ou a vida toda. Pelo que se percebe, a permanência mínima é de um mês.

Assim, o estresse evoca toda a gama de imagens mentais e reações emocionais e físicas  associadas ao evento estressante. Apesar de ainda assim haver pessoas mais “protegidas” ou “resistentes’ quando submetidas a eventos estressantes de intensas proporções ou catastróficos.

Dentre vários sintomas – aturdimento, desorientação, estreitamento da consciência, incapacidade de integrar estímulos, etc - , nos casos severos pode haver uma ruptura do corpo emocional do cognitivo, fazendo com que o portador do transtorno usufrua das suas capacidades mentais mas com uma diminuição significativa da vida emocional; dificultando os relacionamentos deste indivíduo.

Perda  da auto-estima, da sensação de segurança, aumento da sensação de vulnerabilidade  e a perda da fé e dos valores. Assim, o mundo passa a ser um lugar totalmente ameaçador. Solidão, desesperança, apatia, hostilidade e desconfiança são apenas alguns dos sintomas desse transtorno que tem uma gama ampla de características e complexidades, inclusive na evolução do quadro com alteração da personalidade.

Fábio Bessa

terça-feira, 18 de julho de 2017

Terapia cognitiva do transtorno de estresse pós traumático


Desastres naturais e suas consequências na vida das pessoas

Vivenciamos uma série de desastres e catástrofes naturais como forma se de alguma forma a natureza estivesse cobrando seu espaço. Todas essas catástrofes trazem sofrimentos para famílias e indivíduos com consequências devastadoras e até irreparáveis na vida de tantas pessoas.
As pessoas não estão perdendo apenas os seus bens,junto a isso ocorrem também perdas ainda maiores e mais importantes como família,amigos,além do sossego, sono e desejo pela vida.
A família é a base de sustentação do indivíduos e quando algo de grande proporção ocorre desencadeando assim uma cisão entre seus membros fica a pergunta:como reconstruir ou mesmo refazer essas famílias em meio a tanto sofrimento,perdas e dor?.
Os desastres provocam traumas não só quando trazem grandes consequências a nível material,mas principalmente quando afetam o lado psíquico do indivíduo em decorrência dessas perdas.
Todo esse sofrimento pode ser sinalizador e desencadeador de fobias,depressões e transtornos emocionais que muitas vezes podem caminhar para problemas irreparáveis e situações que serão registradas e armazenadas pelo cérebro.
Uma das peças fundamentais para reerguer e ajudar no refazimento dessas pessoas nesse momento traumático é o apoio transmitido através da solidariedade de redes de apoio. Elas tem como objetivo proteger essas famílias que estão em sofrimento,amparando e formando uma espécie de "teia humanitária"dispostas a contribuir em todos os sentidos.
O refazer trás uma conotação que diz respeito à força que tantas pessoas carregam dentro de si que aqui é chamada de auto-preservação sendo uma força instintiva que coloca o ser humano em busca da superação.
Isso porém,não significa que os traumas serão extintos das mentes e nem da alma mas todo o apoio ajudará a gerar confiança e desejo de dias melhores que serão a chave mestra para a recuperação da saúde e do bem estar psíquico.
Neste caso uma assistência especializada pode fazer a diferença,pois não se trata apenas de "colocar uma pedra no passado",nos sofrimentos e nas perdas mas sim refazer a história dando a esse passado um outro sentido.
Uma coisa é certa:ninguém está preparado para vivenciar tantas perdas,assim reconhecer a necessidade de ajuda nesse processo de luto é fundamental para a partir daí dar um novo passo na reconstrução da história.
O importante é não deixar que as lembranças e as esperanças fiquem sob tantos escombros,mas acreditar que sempre existe a possibilidade de recomeçar.
Quem passou por perdas,desastres e catástrofes provavelmente não esquecerá o ocorrido,mas o aprender a lidar com com todos esses emaranhados de sentimentos dará outro sentido à sua vida.


Fábio Bessa
CRP 05/13890
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